Na distribuição de bens de consumo de giro rápido (FMCG, na sigla em inglês), o controle logístico não termina quando o produto é entregue ao cliente. Para as empresas que operam no México, Colômbia, Chile e Peru, a reta final do dia é uma das mais vulneráveis. Centenas de motoristas retornam aos centros de distribuição com planilhas de papel, dinheiro arrecadado em canais tradicionais (mercearias de bairro) e múltiplos comprovantes físicos de pagamento.Esse retorno sem uma validação digital prévia transforma o processo de liquidação (o fluxo de prestação de contas onde o motorista concilia os pedidos entregues, as devoluções e os pagamentos recebidos) em um gargalo. A conciliação manual não apenas promove o erro humano e a perda de visibilidade, mas também atrasa o fluxo de caixa. Em um setor onde as margens de lucro são estreitas, a eficiência nos KPIs logísticos e financeiros é tão crucial quanto a otimização de rotas.
Resumo ExecutivoA logística de distribuição no setor de bens de consumo (FMCG) na América Latina (especialmente em mercados altamente dinâmicos como México, Colômbia, Chile e Peru) enfrenta um desafio crítico no final da rota: a conciliação de dinheiro do motorista. A falta de automação no processo de cobrança e liquidação gera erros operacionais caros, discrepâncias financeiras e perdas de tempo que afetam diretamente a rentabilidade. A solução está na digitalização e integração de tecnologias de última milha que automatizam esses fluxos de trabalho antes que os transportadores retornem ao centro de distribuição (CD). |
A entrega de pedidos no canal tradicional de FMCG na LATAM é caracterizada por altos volumes de transações com diversos métodos de pagamento (dinheiro, cheques, transferências bancárias ou crédito direto). Quando o gerenciamento dessas transações depende dos registros manuais do transportador, surgem três problemas principais:
Nota: De acordo com um estudo da McKinsey sobre otimização logística, as empresas que digitalizam e automatizam seus processos de entrega alcançam reduções significativas de custos e aumentam a confiabilidade de suas operações comerciais.
Para mitigar essas ineficiências, a tendência na logística de distribuição moderna de FMCG é descentralizar o processo de liquidação. Isso significa que a conciliação de caixa e a prestação de contas do motorista são realizadas digitalmente na rota, antes de pisar no centro de distribuição.
Ao utilizar um software TMS (sistema de gerenciamento de transporte que centraliza o planejamento e a execução logística) equipado com um aplicativo móvel para os transportadores, o motorista registra as cobranças (dinheiro, cheques ou comprovantes) à medida que as entregas são concluídas no ponto de venda. O sistema calcula em tempo real as cobranças por cliente e pedido, notificando o supervisor de pátio e a equipe financeira sobre os valores exatos com os quais o veículo retornará ao CD.
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Indicador Operacional |
Processo Manual Tradicional |
Processo Automatizado (Descartes + Drivin TMS) |
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Tempo de Liquidação |
Lento e com atrasos (1 a 2 horas por transportador no final do dia). |
Reduz o tempo de liquidação em até 60% graças à pré-conciliação digital na rota. |
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Margem de Discrepância de Caixa |
Alta, devido à contagem manual de planilhas de papel e dinheiro em espécie. |
Mínima, com cálculos matemáticos automáticos baseados na execução real das entregas. |
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Visibilidade da Cobrança |
Nenhuma, até que o caminhão retorne fisicamente ao armazém. |
Total e em tempo real por meio de uma Torre de Controle ao vivo. |
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Integração de Dados |
Entrada manual atrasada no ERP da empresa. |
Fluxo direto de informações via APIs para sistemas integrados (ERP/WMS). |
A adoção de tecnologia especializada para fortalecer a cadeia de valor do setor de FMCG já está rendendo resultados tangíveis na região. Gigantes do setor que operam com frotas complexas padronizaram e garantiram com sucesso suas liquidações por meio de integrações de software inteligentes.
Por exemplo, em empresas líderes de alimentos FMCG, como a Bimbo, a implementação de tecnologia de última milha permitiu a transição de procedimentos manuais e relatórios por telefone para acesso a dados em tempo real, controle de ativos, otimização de rotas e tempos de autenticação de vendas.
Por outro lado, as operações da Nestlé em países como Chile e Peru implementaram com sucesso o módulo regional de controle de cobranças e pagamentos. Isso lhes permitiu montar uma Torre de Controle para gerenciar as operações em tempo real, integrando seus dados diretamente com o SAP para garantir um controle logístico e financeiro de ponta a ponta sem atritos.
Gerenciar a logística de distribuição em bens de consumo de giro rápido sem erros de cobrança requer o abandono das planilhas impressas e da conciliação reativa. A automação financeira na rota protege as receitas da empresa, profissionaliza o trabalho do transportador e otimiza os KPIs logísticos internos.
Quer eliminar discrepâncias de caixa e acelerar as liquidações dos seus transportadores? Na Descartes + Drivin, temos uma equipe de especialistas prontos para ajudá-lo a transformar suas operações logísticas.
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