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Sustentabilidade na logística: de diferencial competitivo a obrigação estratégica

Artigo de Alvaro Loyola, da Drivin Brasil, analisa por que a sustentabilidade deixou de ser opcional e como tecnologia é chave para reduzir impactos na logística. Por VCRP.


Durante muito tempo, falar em sustentabilidade no setor logístico esteve associado à inovação, ao posicionamento de marca ou à busca por vantagem competitiva. Hoje, essa narrativa já não se sustenta. Em um cenário global cada vez mais impactado pelas mudanças climáticas e, especialmente no Brasil, que atravessa o período pós-COP-30 e enfrenta um verão de 2026 marcado por eventos climáticos extremos, reduzir os impactos ambientais da logística deixou de ser uma escolha. Tornou-se uma necessidade operacional, financeira e estratégica.

As fortes chuvas que atingem diferentes regiões do país, causando enchentes, deslizamentos e interrupções em rodovias estratégicas, não podem ser tratadas como episódios isolados. Elas refletem um modelo de desenvolvimento que precisa ser revisto com urgência. A logística, como um dos principais motores da economia, ocupa uma posição central nessa transformação e também na mitigação de seus impactos.

Dados recentes do relatório Transparency to Transformation: A Chain Reaction, do CDP (antigo Carbon Disclosure Project), reforçam esse alerta. Segundo o estudo, empresas de diversos setores podem enfrentar até US$120 bilhões em custos adicionais até 2026 em decorrência de riscos ambientais em suas cadeias de suprimentos, incluindo mudanças climáticas, desmatamento e insegurança hídrica. O impacto é especialmente relevante para a indústria de transformação, alimentos, bebidas, agricultura e energia, setores altamente dependentes de operações logísticas eficientes.

Outro dado chama ainda mais atenção: as emissões de gases de efeito estufa na cadeia de suprimentos são, em média, 11,4 vezes maiores do que as emissões operacionais diretas das empresas. Isso significa que grande parte da pegada de carbono de um negócio está fora de seus muros, e a logística é um dos principais vetores dessa equação.

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