A logística durante a Semana Santa é um tema relevante, especialmente considerando que o Brasil possui uma expressiva população católica. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha em junho de 2022, 51% dos brasileiros se declaravam católicos na época. Essa significativa parcela da população torna o feriado da Semana Santa um período de intensa movimentação, impactando desde o turismo religioso até o transporte de alimentos típicos da época, exigindo um planejamento logístico eficiente em diversas regiões do país.
Esta celebração religiosa aumenta bastante o consumo de peixes e frutos do mar, o que faz com que as empresas precisem dar um reforço especial na sua cadeia de suprimentos, principalmente quando se trata de produtos perecíveis.
Cuidar da produção e do consumo de produtos como peixes e frutos do mar é super importante, e vai além de só pensar na temperatura certa e no manuseio cuidadoso para que tudo chegue fresquinho ao consumidor. Precisamos de uma cadeia de frio bem estruturada, eficiente e, acima de tudo, cheia de tecnologia de ponta para enfrentar os desafios climáticos, geográficos e logísticos da nossa região.
Neste artigo, vamos explorar a importância dessa cadeia de frio na distribuição de alimentos como o peixe e descobrir as tecnologias que podem ajudar a garantir que tudo chegue com a máxima frescura e qualidade até você.
Como o frio afeta os alimentos?
Durante a Semana Santa, as pessoas costumam preferir delícias como o linguado, merluza, bacalhau, cabracho, pescada, tamboril, congrio e rodovalho, que são peixes brancos. Já entre os peixes azuis, temos as saborosas sardinhas, salmonete, atum, salmão, truta, bonito, peixe-espada, rodovalho, cavala, anchova ou boquerón, palometa, enguia, arenque, entre outros, segundo o Infobae.
Uma cadeia de frio bem cuidada ajuda a manter os alimentos no seu melhor estado, graças ao controle de temperaturas específicas. O frio é usado para congelar os alimentos a uma temperatura abaixo de 0 graus Celsius, o que interrompe a atividade de microorganismos e enzimas que podem alterar a qualidade e segurança dos alimentos.
- Entre -4ºC e -7ºC, ocorre a inibição do crescimento de microorganismos que podem ser prejudiciais ao consumo humano.
- A -10ºC, ocorre a inibição do crescimento de microorganismos que têm a capacidade de degradar os alimentos.
- A -18ºC, as reações de oxidação que ocorrem nos alimentos são inibidas.
- A -70ºC, todas as reações enzimáticas são interrompidas, permitindo que o alimento se mantenha fresquinho por um tempo indefinido.
Desafios logísticos na cadeia de frio
Em uma região tão vasta e diversificada como a América Latina, os desafios de distribuição não se limitam apenas à distância ou ao volume de produtos. O calor extremo em determinadas áreas, a umidade e as condições das estradas podem comprometer a qualidade dos alimentos, exigindo que as soluções tecnológicas sejam adaptadas ao contexto local.
Principais etapas da cadeia de frio
As etapas da logística da cadeia de frio no transporte de alimentos marítimos podem variar conforme o tipo de produto e as características da viagem, mas geralmente incluem as seguintes fases:
Preparação do produto: Esta etapa envolve a seleção, classificação, embalagem e a instalação de sensores de temperatura para garantir a rastreabilidade e o monitoramento contínuo.
Carga e estiva: Consiste no carregamento estratégico dos contêineres ou caminhões para assegurar uma boa circulação de ar e o funcionamento eficiente dos sistemas de refrigeração. Além disso, é crucial verificar os sistemas de refrigeração antes do início da viagem.
Transporte: Durante esta fase, o produto refrigerado ou congelado é transportado no navio, garantindo uma temperatura adequada e constante em todos os momentos, por meio do monitoramento e controle do sistema de refrigeração e outros dispositivos de controle.
Descarga de produtos: Ao chegar ao destino, inicia-se a logística de última milha, onde os contêineres com os produtos são descarregados, e são realizadas verificações de qualidade e temperatura para assegurar que as condições adequadas foram mantidas ao longo do trajeto.
Distribuição final: Finalmente, o produto é distribuído até seu destino final, seja por meios terrestres ou aéreos, mantendo as condições de temperatura adequadas e garantindo a rastreabilidade e controle da cadeia de frio.
A importância da cadeia de frio no transporte de alimentos
A cadeia de frio é fundamental para assegurar a qualidade e segurança dos alimentos perecíveis durante o transporte. A seguir, apresentamos algumas considerações essenciais para garantir a eficácia da cadeia de frio no transporte de alimentos:
Selección del vehículo: É importante escolher um veículo apropriado para o transporte de alimentos, que seja projetado e equipado com sistemas de refrigeração e congelamento adequados para manter a temperatura correta.
Temperatura adecuada: A temperatura ideal para o transporte de alimentos perecíveis varia conforme o tipo de alimento. Geralmente, a temperatura de refrigeração deve estar entre 0°C e 5°C, enquanto a temperatura de congelamento deve ser mantida a -18°C ou menos.
Monitoramento da temperatura: É essencial monitorar a temperatura durante todo o transporte para garantir que ela permaneça dentro do intervalo adequado. Os veículos de transporte devem estar equipados com sistemas de monitoramento de temperatura que registrem as temperaturas e alertem o condutor caso ocorra alguma alteração significativa.
Organização adequada da carga: A carga dos alimentos deve ser cuidadosamente organizada e embalada para garantir uma circulação eficiente do ar frio dentro do veículo. É essencial verificar que não ocorram obstruções nas saídas de ar, assegurando assim a manutenção das condições ideais de temperatura.
Tempo de transporte: O tempo de transporte deve ser o mais curto possível para minimizar o risco de flutuações de temperatura e da qualidade do produto. Com o uso de software de gestão de transporte, como a Drivin, é possível realizar um acompanhamento em tempo real do estado da entrega da carga, monitorando o veículo ou a frota de forma eficiente.
Tecnologia na cadeia de frio
A transformação digital tem desempenhado um papel crucial na modernização da gestão da cadeia de frio pelas empresas. Com o advento de novas ferramentas tecnológicas, tornou-se viável assegurar uma logística que é não apenas mais precisa, mas também mais eficiente e transparente, desde o ponto de origem até a entrega final. A seguir, vamos analisar algumas das tecnologias mais significativas que estão aprimorando este processo.
Congeladores rápidos: São equipamentos de alta capacidade projetados para congelar rapidamente produtos do mar até sua temperatura ideal. Esses congeladores são amplamente utilizados em plantas de processamento de frutos do mar, permitindo o congelamento eficiente de grandes quantidades em um curto período de tempo.
Esfriamento a vácuo: Esta é uma tecnologia avançada que resfria rapidamente os produtos do mar ao remover o ar e resfriar por evaporação. O marisco é colocado em uma câmara de vácuo, onde a pressão é reduzida, fazendo com que a água presente no marisco comece a evaporar, resfriando assim o produto de maneira eficiente.
Software de monitoramento da cadeia de frio: Este software é utilizado para rastrear e monitorar os produtos do mar ao longo de toda a cadeia de frio. Ele pode fornecer dados em tempo real sobre temperatura, umidade e outras variáveis, além de alertar a equipe de logística caso alguma dessas variáveis saia do intervalo aceitável.
Soluções RFID: Existem sensores que empregam a tecnologia RFID para monitorar a temperatura dos produtos congelados em tempo real. Esses dispositivos são de tamanho reduzido e podem ser fixados em embalagens ou contêineres, permitindo a transmissão de dados de temperatura para um sistema central de monitoramento.
Tecnologia blockchain: Esta tecnologia pode ser empregada para rastrear e verificar o movimento dos produtos do mar através da cadeia de frio. O blockchain oferece um registro transparente e imutável da trajetória do produto, desde o ponto de origem até o ponto de consumo.
Rastreamento por GPS: Utilizado para monitorar a localização dos produtos do mar durante o transporte, o GPS pode fornecer dados em tempo real sobre a localização e o movimento dos produtos, auxiliando a equipe de logística a otimizar a rota e o cronograma de transporte.
Câmeras de imagem térmica: Estas câmeras são empregadas para identificar áreas de perda de calor nos sistemas de refrigeração e veículos de transporte.
Software de gestão de armazéns (WMS): Trata-se de aplicações que dão suporte às operações diárias de um armazém. Os programas WMS permitem a gestão centralizada de tarefas, como o acompanhamento dos níveis de inventário e a localização de estoques. Esses sistemas podem ser aplicações independentes ou integrados a outros sistemas mais complexos.
Software de Gestão de Transporte (TMS): Este sistema é essencial para o monitoramento de todas as unidades de transporte, permitindo a identificação precisa de sua localização e a integração do TMS com mapas e sensores. Por exemplo, empresas que trabalham com produtos congelados ou refrigerados podem utilizar o TMS para verificar se a temperatura está sendo mantida adequadamente, monitorar a velocidade do transporte e avaliar se a rota seguida é a mais eficiente e segura para preservar a integridade da cadeia de frio.
Uma ferramenta como a Drivin possibilita o monitoramento em tempo real das cargas, permitindo a obtenção de dados precisos sobre localização, temperatura, umidade e outras variáveis, como níveis de dióxido de carbono e abertura de portas.
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